nuxlli
um pluguinho
um pluguinho
Jun 1st
Tem quase sete meses que eu participei do concurso de desenvolvimento para TV’s da Samsung, série de TV que ela vem chamando de “Samsung Smart TV”, basicamente o concurso premiava quem desenvolvesse a melhor aplicação para as TV’s conectadas da Samsung, sendo que a promessa de premiação era até o 10º colocado, esse é um relato sobre minha participação e sobre a organização do concurso.
Fiquei sabendo do concurso pelo site do Jovem Nerd, através desse post, que apontava para o site do concurso, depois acabei encontrando posts similares em vários outros sites anunciando sobre o mesmo concurso. Pela qualidade do vídeo, de abertura do concurso e pela referencia de bons blogs, achei que fosse uma competição séria e resolvi participar.
Isso foi em meados julho do ano passado, e data final para entrega dos projetos era até o dia 08 de setembro, na hora algumas ideias já pintaram na cabeça e resolvi trabalhar em uma delas, dei um gás nos dias que antecediam a data final de entrega, já que ainda não estava satisfeito com o que eu tinha, qual não foi minha surpresa quando a Samsung resolveu mudar a data de entrega?!? Foi do dia 08/09 para 31/10, agora com quase 2 meses a mais eu conseguiria deixar a minha app do jeito que eu queria.
Uma das partes mais complicadas era dar conta de utilizar o SDK fornecido pela Samsung, primeiro porque ele só roda em Windows, e por sorte uso Mac. Resolvi que não ia instalar o Windows somente para isso, iria então utilizar uma VM para fazer o trabalho, mas depois de testar VirtualBox por alguns dias, e ver que a coisa não iria rolar, instalei o trial do Parallels. Mudei de Windows XP para Windows 7, com ele eu consegui criar links simbólicos, e fazer a instalação em uma pasta compartilhada com a VM, assim poderia acessar os arquivos de desenvolvimento no meu editor preferido e rodar no Emulador da melhor forma possível.
Detestei o SDK, a IDE deles é fraquíssima, além de pesada, tem um editor de código péssimo, que trava muito na hora de executar. A IDE se perde em relação ao emulador, e a depuração integrada se torna quase impossível. E falei que o editor é ruim? Pois é, é muito ruim. Além é claro do stack horrível de desenvolvimento, que merece um post só para ele.
Minha ideia vem de uma visão maior de integração do que se tem chamado de “Segunda Tela” (uso de celulares e tablets junto a TV). Em algum momento depois que já tinha passado a primeira data de entrega, a Samsung percebeu que teria que dar uma mão para os desenvolvedores, para que esses conseguissem entregar alguma coisa. A Samsung marcou um encontro com os desenvolvedores na sede da empresa aqui em São Paulo, na marginal Pinheiros, infelizmente não pude comparecer, já que estava com uma viagem marcada. Aguardei um segundo encontro, que acabou acontecendo pela internet, qual não foi minha surpresa ao perguntar se eles achavam interessante aplicações com uso de Segunda Tela e ter uma resposta do tipo: “Sim é legal, você pode usar o tookit para fazer duas telas ou até mais na aplicação e fazer chamadas para trocar de uma para outra”, OI? Ok, você que está lendo não saber o que é a Segunda Tela (99,9% do mundo não faz ideia do que o jargão significa), mas enquanto a Samsung norte-americana promove um concurso para premiar aplicações especificamente utilizando a Segunda Tela, a Samsung do Brasil não faz nem ideia do que seja isso.
Além dessa, tiveram várias perguntas que o pessoal da Samsung não conseguiu nem arranhar uma resposta, a impressão que tive, é que os desenvolvedores da empresa aqui no brasil usam a caixinha do jeito que ela vem, sem pirar muito em cima, sabem pouco sobre o que tem por baixo do capô.
Aqui é que a coisas fica complicadas, engraçadas, desoladoras, tudo de uma vez só. A entrega da app se dava por meio do fórum de desenvolvimento, que já contava com um sistema para fazer a entrega. Basicamente você precisa estar cadastrado e participando do Contest Brasil para submeter a aplicação subindo um pacote gerado pelo IDE. Só que isso só funciona no IE, não faço a menor ideia do porque um formulário para subir um arquivo zip precise exclusivamente do IE, mas só funcionou por lá.
Depois de mandar o app para o fórum, você precisava elaborar um vídeo mostrando sua aplicação funcionando e falando sobre ela, ir ao site do concurso se cadastrar (novamente) e apontar a chave da sua aplicação submetida e o endereço do vídeo de apresentação.
O resultado sairia na semana seguinte no World Cyber Games organizado pela Samsung anualmente. A princípio, todos os participantes iam participar do evento para o anúncio do ganhador, mas como houve a mudança de datas, os organizadores resolveram ignorar esse detalhe. Enfim, o resultado foi publicado no dia do evento através de um post no facebook (que infelizmente eu não consegui achar para linkar aqui), mas o resultado foi:
Lembra que eu falei que eram 10 a serem premiados? Pois é, a Samsung divulgou somente os nomes dos três primeiros (sem os vídeos, tive que pesquisar no youtube) e nenhuma satisfação aos demais concorrentes. No fórum de desenvolvimento há quem diga que recebeu e-mail comunicando a sua colocação, mas ninguém da própria Samsung deu qualquer satisfação.
Vamos a uma lista de trapalhadas e fatos, que podem ser verificados no regulamento do concurso.
A única explicação plausível para mim é que esse concurso aconteceu por alguma ordem que deve ter partido da Samsung no exterior (com o intuito de divulgar o novo produto Samsung Smart TV atraindo desenvolvedores para criar um ecossistema de apps, e por consequência final atrair consumidores), que vem fazendo diversos concursos desse tipo pelo mundo afora. Um exemplo foi o concurso anunciada depois do brasileiro, nos EUA. Este já teve sua lista de premiados anunciada enquanto o concurso brasileiro continua com o mesmo site desde Julho do ano passado.
Mas o resultado é outro: a Samsung queimou-se com muitos desenvolvedores, mostrou que não sabe organizar concursos de desenvolvimento e que não está nem aí para os participantes e nem os resultados em termos de ecossistema em volta da sua TV.
No fim acabei concordando com a postura da LG (quem tem feito um trabalho bem melhor em termos de TV Conectada): “Não fazemos concurso, fazemos parcerias, venha desenvolver coisas para as nossas TV’s e ganhar dinheiro com a gente”.
Jul 12th
No post anterior apresentei o problema sobre o compartilhamento de código entre projetos iOS, falei das soluções mais utilizadas e seus problemas, também falei da solução usando framework, e acabei falando sobre a pegadinha de que o framework só esta disponível para Mac OS X. Na verdade eu menti (era para o seu bem), essa opção só está disponível (oficialmente) para Mac OS X, podemos fazer para iOS, mas como tudo no iOS: com um certo trabalho.
Vamos a solução, primeiro vamos criar um novo projeto no Xcode, este projeto deve ser do tipo “iOS > Framework & Library > Cocoa Touch Static”:

Defina um nome para seu framework:

Obs: atenção a esse nome, no final vamos ter é alguma coisa como: [nome-do-projeto].framework.
Vamos adicionar aqui um código de exemplo:

Uma vez com um código de exemplo ou o código que você queira compartilha adicionado, já podemos compilar e verificar se tudo esta indo bem. Se tudo estiver certo vamos passar ao passo seguinte que é montar o framework. Para isso vamos adicionar um novo target do tipo: “iOS > Other > Aggregate”:

Vou dar o nome de “iOS-Framework”, mas você pode escolher o nome que lhe convier:

Agora precisamos adicionar 3 entradas na aba “Build Settings” desse target:

As entradas são as seguintes:
Lembra que falei que o resultado final do projeto é algo como [nome-do-projeto].framework? Pois bem, será assim se você seguir os valores que sugeri para essas entradas, evidente que você pode variar de acordo com o que lhe convier.
Na sequência vamos para aba “Build Phases”, e adicionamos duas fases do tipo “Run Scripts” e uma do tipo “Copy Files”, a baixo dou exemplo de nomes que você pode dar a essas fases:

Para primeira fase, no exemplo a fase “Build architecture-specific static libs”, que será responsável por compilar o código nas duas arquiteturas: x386 e ARM, Simulador e Device respectivamente vamos definir o seguinte script:
Já para segunda fase, a “Build framework package”, que vai montar a pasta do framework usando os arquivos compilados com o script anterior, vamos definir o script:
Escolhendo o target “iOS-Framework” e compilando já devemos obter uma pasta [nome-do-projeto].framework nas pasta do projeto, isso é o suficiente para termos uma framework que pode ser usando em outro projeto, mas apenas bibliotecas estáticas não compõe um framework, um dos pontos principais de um framework são os arquivos de cabeçalho, os famosos .h. Precisamos copiar os arquivos .h para pasta “Headers”, para isso vamos usar a ultima fase que adicionamos ao target:

Neste ponto devemos arrastar os arquivos de cabeçalhos que precisarmos para esta fase. Assim podemos compilar e obter uma pasta .framework que podemos utilizar em qualquer projeto iOS. Mas como usar este framework?
O processo é bem parecido com adicionar um framework oficial, a diferença é que devemos procurar pela pasta .framework no lugar de escolher uma da lista:

Observe que no exemplo eu arrastei o MyFramework.framework para o grupo Frameworks, para uma melhor organização do código. Se você tiver interesse em ver como ficou esse projeto de exemplo pode baixa-lo aqui.
Update: Ficou faltando alguma referência ne?
Referência 1: Eu cheguei a escrever um artigo antes desse falando de um metodo que usava target do tipo “Mac Framework”, mas como não funcionou com o Device, e era bem complexo quando comparado a essa solução, resolvi mudar a abordagem, mas se tiver interesse nessa solução de uma olhada neste post.
Referência 2: A solução que descrevi aqui não veio do nada, na verdade ela é uma simplificação e um roteiro para solução que o pessoal do Pivotal Labs utilizou na criação do Framework Cedar, um framework de testes que vale dar uma olhada, e quem sabe um post
Jul 6th
Uma das coisas que mais incomoda no desenvolvimento para iOS é a falta de um suporte (decente) ao compartilhamento de código entre projetos.
Na maior parte dos casos tem se optato por três soluções: “copiar o código”, “biblioteca estática” e “projeto dependente”, no primeiro caso você faz uma copia do código que vai reutilizar e adiciona este código no projeto onde quer reutilizar, este é um método ruim, primeiro porque você vai ter que acertar as dependências desse código, adicionando frameworks indiretos (que o código compartilhado utiliza, mas seu projeto não), depois você tem que definir informações sobre compilação, flags e variáveis.
Outro efeito colateral é na hora de compilar, dependendo do tamanho do código adicionado você pode perder tempo de compilação considerável, principalmente se você precisar limpar constantemente a compilação. Por ultimo mas não menos importante, aumenta-se em muito o gral de complexidade na manutenção do código compartilhado, você vai ter que ficar copiando código de um lado para outro quando houver atualizações, além de que se tivermos testes (eu recomendo) a coisa pode ficar ainda mais complicada.
A segunda alternativa é a “biblioteca estática”, talvez a melhor dentre as atuais opções. Nesta opção você cria um projeto que tem como target gerar uma lib static, um .a, que deve ser adicionado como dependência de linkagem ao projeto final. O bom dessa opção é que além de ser suportada oficialmente pelo SDK, você pode criar um projeto separada para conte-la, o que facilita sua manutenção. Mas ela sofre de dois problemas chatos, primeiro você tem que administrar os “headers” manualmente, copiando de um projeto para o outro, e definindo os “path load” dos arquivos “headers”, o que recai sobre os problemas na opção anterior.
Depois temos um outro um outro problema, a compilação tem como resultado .a’s para diferentes arquiteturas, acabamos com um .a para o simulador (i386) e um .a para o device (arm), o que nos obriga a juntar esses arquivos com uma ferramenta como “lipo”, um utilitário de linha de comando que junta binários de diferente arquiteturas, claro, isso se quisermos algo mais útil.
O esquema de “projeto dependente” é uma complemento da solução anterior, você cria um projeto de biblioteca estática depois arrasta este projeto para dentro do outro projeto, configura o target dependente, seta o produto desse target como dependência de linkagem do target do seu projeto, e acaba com um projeto mega confuso e difícil de manter
. Eu nunca consegui usar isso de forma prática, primeiro que o Xcode se perde com os arquivos de cabeçalho, com os targets e outras coisas malucas que só o Xcode faz por você, depois essa solução gera um projeto final complicado de entender, se forem muitas as dependências você acaba com um monte de projeto dentro do outro, e se estes projetos não estiverem no mesmo diretório (o que pode ser inviável se você mantém os projetos em diferentes controls de versão) você acaba com projeto todo quebrado, que vai demandar mais atenção de terceiros e sua na hora de dar manutenção.
Mas então o que fazer? Surge então os framework. Mas o que vem a ser frameworks? Pela definição da Apple: “A framework is a dynamic (loaded only when used) shared library along with its associated resource information. This information is packaged as a bundle. This is analogous to the shared libraries, which are placed in the Extensions folder in Mac OS 9.”. Em termos gerais é a forma pela qual você pode re-utilizar partes dos seus projetos em outros projetos em ambientes de desenvolvimento da Apple, tanto o SDK para Mac OS X como para iOS contam com alguns frameworks fornecidos pela Apple, que estão longe de cobrir todas as necessidades, principalmente de projetos mais complexos. O que leva aos desenvolvedores a criar seus próprios frameworks.
Mas, eis que surge a pegadinha, atualmente (minha esperança é que isso mude), você só pode escrever seu próprio framework para Mac OS X, e não para iOS. O que é uma verdadeira chatice, por falta de um termo melhor. Isso além de dificultar a organização de projetos dependentes, dificulta em muito disseminação de código Open Source pelo ecossistema iOS.
Bom essa foi uma introdução ao problema, nó próximo post vamos ver como resolver esse problema, e começar a compartilha códigos de uma forma mais prática.
Apr 17th
Já faz algum tempo que não mantenho um apache instalado no ambiente de desenvolvimento, isso se deve principalmente ao fato de que já não desenvolvo nada em php a alguns anos, logo um apache rodando o tempo todo na máquina acaba sendo um desperdicio de recursos.
Uma coisa que tem aumentando muito por aqui são aplicações rack, sejam projetos em andamento, sejam apps de teste para as mais diversas gemas que aparecem por esse mundão do ruby, sempre preciso levantar uma app para testá-la e quase sempre isso quer dizer levantar uma app rack.
Não que digitar um comando como rackup, padrino start, rake start ou similares sejam a morte, mas eu acabo perdendo um tempinho gerenciando o que esta ou não em pé. Sem contar que na hora de acessar, o historico do browser acaba virando uma zona: http://localhost:3000, http://localhost:4567, http://localhost:9000 e por ai vai, acabo perdendo um pouco de comodidade que o Chrome oferece na busca de urls já acessadas. Evidente que existe a opção de adicionar uma host no /etc/host, mas mesmo isso acaba não sendo prático de manter.
Então surge o Pow, o Pow é uma aplicação escrita pelo Ryan McGeary, que tem como objetivo ser um zeroconf rack server para Mac OS X, voltado exclusivamente ao ambiente de desenvolvimento. Como ele suporta rack apps, consequentemente suporta Rails apps.
Como toda ferramenta zero-conf, a instalação e configuração do Pow é muito simples:
$ curl get.pow.cx | sh
Em algum momento ele vai pedir a senha do root para fazer configurações de firewall (ele redireciona fluxo da porta 80 da sua máquina para porta 20559 do Pow), e vai criar uma symlink no seu home: ~/.pow.
Agora basta criar um symlink para sua aplicação dentro dessa pasta, e configuração já esta pronta:
$ ln -s ~/Projects/myapp ~/.pow/myapp
Acessando http://myapp.dev o Pow vai reconhecer o virtual host e automaticamente levantar a aplicação, se depois de 15 minutos a aplicação não tiver mais acessos o Pow dece a aplicação e continua aguardando conexões. Aqui uma dica: no Chrome digitar apenas myapp.dev não funciona, ele não identifica isso como um host e acaba indo parar na busca, o http:// se faz necessário (pelo menos no chrome dev foi assim).
Alguns features interessantes:
Como sempre o Pow não é a bala de prata, mas é sempre bom poder automatizar tarefas repetitivas, e quando isso envolve pouca configuração ou zero acaba ficando ainda melhor.
Feb 21st
Já faz algum tempo que estamos em processo de adoção do codebase como serviço de repositório e controle de versão aqui na Abril, em substituição principalmente a serviços de git e wiki internos.
Uma das coisas que incomodam no codebase é o editor do wiki, que é bem limitador, para dizer a verdade um textarea sem nenhuma customização e com uma fonte safadinha. Pensando nisso resolvi melhorar um pouquinho o trabalho de editar a wiki e fiz um pequeno script que para facilitar minha vida, e quem sabe a sua.
Usando o elegante editor web: markitUp, criei um projeto no github. No README do projeto existe informações de como utilizar o script no chrome.
Basicamente você vai precisar instalar uma extensão para seu navegador que permita injetar javascript em uma determinada página, como meu navegador principal é chrome, normalmente eu utilizo a extensão “Personalized Web“, ela facilita bastante o trabalho de injetar código javascript ou mesmo css, além de permitir a criação de um match para saber quando o script deve ser executado.
Existem outras extensões, inclusive suporte a isso em outros browsers, no caso do Firefox você pode usar o Greasemonkey, se você souber de outras me mande para que possa listar aqui para ajudar mais gente a utilizar o recurso.
Feb 1st
No ultimo final de semana participei do Global Game Jam. Fui convidado pelo Rafael da Panela Games para participar do Site que ele montou em casa, no fim o único da cidade de São Paulo, fiquei me perguntando: cade a galera de games de sampa? Provavelmente ganhando dinheiro por ai
Já faz um tempo que estou aprendendo a desenvolver para iOS. Mas esta foi uma boa oportunidade de colocar em pratica alguns conceitos, principalmente no que tange a desenvolvimento de games, área que estou começando a dar os primeiros passos.
O evento como um todo foi legal, vários jogos criados (cerca de 1500 games criados pelo mundo em 48 horas o.O), muita comida de nerd e uma boa quantidade de refrigerante e cerveja consumida. O calor atrapalhou um pouco mas deu para concentrar e acabamos por conseguir colocar 3 games no ar. Dois para PC e uma para iOS, ainda falta um bom trabalho para que eles se tornem jogáveis, mas esperem um pouco e teremos novidades sobre isso.
E por falar em novidade, em breve devo liberar alguns novos post que estou escrevendo sobre desenvolvimento para iOS. Foram 6 meses de desenvolvimento de uma app para iOS, muita coisa aprendida, muita dica e ideias a serem transmitidas.
Nov 24th
Comecei a utilizar o RVM em sua versão 0.0.22, na época ele não passava de um script shell que permitia a instalação e troca entre as vms, mas ele vem avançado muito, e funcionalidades como set de gemas é só a ponta do iceberg.
Motivado pelo post anterior acabei lendo um pouco mais a documentação e encontrei uns scriptizinho bem interessante. Como saber rapidamente qual a versão atual da minha VM? Para isso podemos contar com o script ~/.rvm/bin/rvm-prompt, ele pode ser usando adicionando a seguinte linha ao seu .bash_profile:
Com isso ele mostra qual maquina virtual do Ruby você esta usando, mas apenas quando essa for diferente da default. Só isso já seria o suficiente, mas o que me incomoda nesta solução, é que eu já tenho uma linha de comando grande, e nem sempre eu preciso saber qual versão eu estou usando, isso é particularmente interessante quando estou em um projeto Ruby. Como normalmente um projeto Ruby temos um arquivo Rakefile podemos procurar por este arquivo e exibir a versão da máquina apenas quando estivermos no diretório de um projeto Ruby. Vamos adicionar as seguintes linhas ao nosso .bash_profile:
Agora podemos mudar a linha anterior para:
Espero que ajude alguém e qualquer dica que possa melhor é só comentar a baixo.
Nov 24th
Essa era uma dica que gostaria de ter recebido antes de ter encostado no meu mac, mas infelizmente na época o RVM ainda não existia, então para quem esta começando a usar Mac OS X e principalmente Ruby, use o RVM. Digo isso porque uma vez que tenha feito a bagunça de instalar varias máquinas Ruby, a coisa vai começar a complicar.
Mas o que raios é esse RVM? Ruby Version Manager, é basicamente um instalador e gerenciador de máquinas virtuais Ruby, e adicionalmente um gerenciador de sets de gemas. Por baixos dos panos ele é um script bash que troca algumas variáveis de ambiente e permite ter varias versões das máquinas virtuais Ruby (MRI, Jruby, etc) instaladas diretamente na pasta do usuário, dessa forma ele ainda permite um isolamento entre as instalações de VMS dos usuário de uma máquina.
A grande vantagens dele esta em não misturas as coisas de uma VM com a outra, e permite uma rápida troca entra uma VM e outra. A vantagem adicional de gerência sets de gemas é na verdade um grande achado, pois juntas as duas coisas permite criar ambientes isolados por aplicação, e quem trabalha com Ruby sabe como é difícil lidar com o o esquema de gemas, famoso “DLL Hell”.
Mas vamos deixar de conversa e vamos mostrar como usar. A instalação é simples, e feita usando o gem, que no caso de você esta usando Leopard já vai estar instalado:
O segundo comando vai criar a pasta ~/.rvm, é nela que toda a magia acontece, dentre outras coisas dentro dessa pasta esta os scripts que permite o funcionamento do rvm, observe que este comando mostra uma instrução sobre como adicionar o carregamento do RVM no seu bash, isso pode variar dependendo de máquina e SO.
Uma vez que bash esteja configurado, o comando rvm deve estar disponível, sua utilização é simples:
Bom até aqui temos o bem básico, você pode ver mais sobre a instalação e configuração do RVM aqui. Agora vamos a um exemplo de para o esquema de sets de gemas. Vamos criar um set para um blog, típico não
Agora é só criar sets diferentes para suas aplicações e evitar a colisão das malditas gemas. Mas antes disso duas observações importantes: Evite o uso do sudo quando for instalar a gemas dentro de uma das máquinas virtuais, elas podem ate funcionar, mas isso vai fazer com que as gemas sejam instaladas como root e os arquivos dentro de pasta ~/.rvm/** não vão pode ser removidos pelo usuário normalmente.
Outra dica que eu acho importante, mesmo ele permitindo que volte a VM default do sistema, prefira fazer uma instalação limpa dela dentro do rvm, isso permite manter as coisas separadas e facilita na hora de criar um set ou mesmo atualizar sua VM.
Apr 18th
Se tem uma coisa que eu sou completamente fã é do ZenTest, o autotest incluído nele é uma das melhores ferramentas para desenvolvedor Ruby hoje em dia.
Habitualmente tenho uso dois monitores para desenvolver, onde em um eu deixo o autotest rodando e no outro eu vou alterando o código no editor. Um problema é que uma vez salvo o arquivo e o autotest inicie um novo teste acaba misturando visualmente um teste com outro. No mac da para usar o command+k para limpar o boffer do terminal, mas o que não chega a ser uma solução boa, pq acabo perdendo os testes que já se passaram.
Ontem o @jcmlima deu uma idéia: “e se ele limpasse automaticamente”, hoje depois de alguns palpites do @fnando e do @willian acabei achando o um jeito de fazer isso, o esquema é editar seu ~/.autotest ou o .autotest do projeto que você gostaria que tivesse essa funcionalidade e adicionar o código a baixo:
Em resumo o resultado final é que a cada nova rodada de teste ele vai inserir 20 linhas em branco e depois limpar a tela, mas diferente da opção de command+k ele ainda vai permitir que você role a tela e possa ver os testes que se passaram.
Feb 21st
Recentemente participei de um concurso da Intel voltado a desenvolvimento móvel, não tinha postado nada aqui antes porque o tempo andava curto, muito trabalho e muitos projetos ao mesmo tempo, pensei em deixar para o final e fazer um resumão, então vamos lá!
O concurso da Intel tinha como objetivo o desenvolvimento de um aplicativo para plataforma móvel MID, e teve inicio no mês de Julho do ano passado. Fiquei sabendo do concurso através do site br-linux.org, e na primeira fase deveríamos bolar um conceito de aplicativo e submeter ao site do concurso para votação popular.
Mas nessa fase tivemos um probleminha, algum engraçadinho resolveu que iria sair do ultimo lugar e chegar ao primeiro, e em menos de 1 dia tinha mais votos do que o primeiro colocado, evidentemente que ele não fez isso divulgando o concurso e obtendo votos. Depois de alguns protestos através de comentários, o filho da mãe em vez de se retirar da disputa, fez o favor de adicionar votos para outros participantes. Para finalizar a confusão quem estava administrando o site do concurso, se descuidou e a opção de votar ficou aberta além da data limite, o que gerou mais alguns protestos, e por fim a Intel desconsiderou os votos apos a data limite e liberou a classificação final, minha idéia ficou em quinto lugar.
O regulamento previa que os 10 primeiros ganhariam um MID da Intel para desenvolver o aplicativo e apos o envio do beta, ganharíamos um Netbook, ambos com processadores Atom. Mas infelizmente por complicações com a Receita Federal os MID que eram para ter chegado em 30 dias, levaram quase 5 meses para chegar, o que levou a Intel a estender o prazo de entrega dos beta, e também adiar o evento de apresentação dos projetos.
Do dia 31/10 passamos para o dia 31/01 como data limite, o que aumentou em muito o tempo para o desenvolvimento do programa, mas sem o MID de quase nada adiantava este tempo extra. Por volta do dia 15/12 recebemos os “brinquedinhos”, a primeira impressão foi ótima, pelo pacote já deu para perceber que o produto tinha bom acabamento:

Com o aparelho em mãos deu para ter um idéia melhor do que era, do que poderia ser feito, e para dizer a verdade, poderia ter trabalhado no programa a mais tempo, afinal com portas USB, leitor de micro SD, teclado padrão qwerty, GPS, touch screen, 512mb de RAM, dois SD internos de 2gb, e um processador de Intel Atom de 900Mhz, o AIGO P8860 é um PC em miniatura.

Como o espirito hacker fala mais alto do o juízo, as primeiras semanas foi de hackerismo total, instalações e formatações suscetivas, passando de Ubuntu, Slax, Debian, Arch e chegando ao próprio Moblin (distribuição intel para MID’s), com resultados variados, mas em geral agradáveis. Os problemas mais recorrentes ficam por conta da tela touch e do GPS, já a wireless é quase sempre suportada, precisando apenas copiar os firmwares devidos. A curiosidade fica para a webcam integrada que funcionou em todas as distros sem nenhuma configuração adicional.
Passadas as festividades de fim de ano (lembranças boas da Chapada Diamantina), comecei a trabalhar na aplicação. Entre indas e vindas, pensei em desenvolver em diverso tipos de ambiente:
Por fim acabei por escolher a terceira opção, mas ai apareceu um pequeno problema: qual ambiente RIA utilizar? Talvez um dos mais conhecidos ultimamente seja o Adobe AIR, mas seu suporte a Linux ainda é limitado e seu “peso” era um empecilho grande ao seu uso no MID. Uma alternativa Open Source é o Titanium, um projeto bem interessante que juta vários outros projetos, como Google Gears, Webkit, Rake, JazzRecord, dentre outros e criam um ambiente de desenvolvimento muito bom. Mas a versão para Linux ainda esta no campos das promessas, e apesar das minhas tentativas (foram varias) não conseguir obter uma ambiente, mesmo que beta, no qual pudesse trabalhar.
Bom só me restou uma saída, trabalhar no meu próprio framework RIA, nasceu então o Eibox, meu primeiro framework público. A principal idéia por trás do Eibox é criar um framework Python, compatível tanto com desktops quanto com aparelhos móveis. Sei que o projeto é ousado, e vou precisar de muita colaboração para conseguir este feito, mas com a primeira versão do podMobile em funcionamento acredito que sera combustível o suficiente para que outras pessoas possam contribuir.
No momento o Eibox esta construído sobre Python e Qt4, a QT entra na jogada para fazer a ponte entre o Python e Webkit, ao mesmo tempo que fornece uma rica biblioteca que pode ser utilizada extender o framework na parte grafica. Mas existe um porem nisso, a QT por mais leve que seja, adiciona peso extra ao ambiente, e limita o Eibox ás plataformas em que a QT esteja disponível. Para ter acesso ao código fonte do Eibox basta acessar o repositório do podMobile.
Deixando o Eibox de lado, consegui fazer a aplicação, pelo menos o suficiente para apresentar no evento. Aqui em baixo você pode conferir o vídeo da minha apresentação da aplicação e tirar suas próprias conclusões:
A decisão do vencedor ficou a cargo de uma bancada formada pela Intel, alem do voto do público do evento. Infelizmente minha aplicação parece não ter agradado os jurados, ou seria o fato de dar palpite de mais nas outras apresentações (eu e minha boca grande). Mas em fim o fato de que o publico escolheu com 37% dos votos a minha aplicação me deixou muito feliz. Evidentemente que vencer o concurso era o objetivo maior, mas o retorno dado pelas pessoas foi muito gratificante, vários me procuram depois da apresentação para parabenizar pela idéia e pelo framework.
Bem é isso, e a quem interesse, o Eibox vai continuar em desenvolvimento e tenho muitos planos para ele, em breve devo postar mais algumas coisas falando do que fiz e sobre o futuro do mesmo, quero melhorar bem o código, e levar o framework para outras plataformas.