um pluguinho
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Firefox 3?
May 3rd
Ao que parece o pessoal do Ubuntu estavam certo em colocar o Firefox 3 nesta ultima versão da distro. Pela noticia no blog do del.icio.us, uma das minhas extensões preferidas, a Delicious Bookmarks já tem uma versão para o Firefox 3. Fico feliz que isso tenha acontecido rapidamente, poucos dias após o lançamento do Ubuntu, com certeza é um incentivo a quem não vive sem suas extensões a migrar logo.
Em um post anterior falei sobre minha tentativa usar o Ubuntu 8.04, na época ainda beta. Um dos problemas que apontei foi a imatura decisão de colocar o Firefox 3 (beta) na distribuição final do Ubuntu. Mesmo após a novidade do del.icio.us, continuo achando que para uma distro que pretende ser a queridinha dos desktops, a decisão de colocar um software ainda em versão de teste, não é das melhores já tomadas pela equipe do Ubuntu.
Não que o Firefox seja o rei da estabilidade em qualquer uma de suas versões, longe disso, agora esse tipo de decisão e que diferencia distros como Red Hat e Debian do Ubuntu, estou aqui a usar o Debian em sua ultima versão, e ainda não vejo no gedit suas novas funcionalidades, como a de temas para as cores, que já estão presentes no Ubuntu dês da versão anterior.
Isso é ruim? O Debian perde pontos com os usuários por isso? Com certeza, pelo menos com parte dos usuários, mas não com maioria. Porque o sistema tem uma resposta para isso: estabilidade. Escutei algo interessante no finalzinho da competição da arena: “… de fato o Ubuntu é feito para usuário leigos, até travar o Linux eles conseguiram fazer…”, não me lembro mais quem foi que disse, mas estava certo, de que adianta levar o desktop Linux até os usuários se não estamos levando justamente aquilo que sempre pregamos: Linux é confiável e estável!
Talvez minha opinião esteja errada, afinal o Ubuntu já vai para mais de 4 anos de vida, e é um sucesso tremendo, e depois usuários de Windows estavam acostumados com mais travadas do que estão vendo no Ubuntu, então está valendo não é mesmo? Mas eu sinceramente, preferia ver os usuários de desktop chegando ainda mais tarde, mas pegando a casa mais em ordem
Testando o Ubuntu Hardy 8.04
Apr 14th
Semana passada voltei a utilizar o Linux em tempo integral, devido alguns problemas de sinal com a placa da vivo estava usando Windows por um tempo. Depois que instalaram a ADLS voltei ao bom e velho Ubuntu, mas o meu já estava pedindo uma formatação, desde da compra do notebook, tinha feito uma única instalação do Ubuntu, na época o Ubuntu 6.10, depois foram só atualizações para chegar ate a versão 7.10.
Resolvi instalar a versão de teste do Ubuntu Hardy 8.04, a principio um pequeno bug na instalação: o Ubuntu agora exibe um menu logo no boot que permite escolher a linguagem na qual ele carregara o sistema, escolhendo Português, na hora de instalar ele não passa da tela de escolha do teclado, fica reiniciando o X, no meu caso escolhendo inglês durante o boot resolveu o problema.
O mais chato por enquanto tem sido um bug na tela de login do GDM, alias bug que já vinha acontecendo no 7.10, a fonte da caixa de login fica gigantesca coisa de 100 pontos, não da para ler o que se escreve nela, mas não chega ser um bug que atrapalhe, só deixa feio mesmo.
Outra mancada na bola ao meu ver é a imatura escolha do Firefox 3, não consigo enxergar nenhuma vantagem em colocar uma versão ainda em desenvolvimento no pacote. Ele ainda é incompatível com a maior partes das extensões, não é nem um pouco estável, em fim poderiam muito bem ter esperado e depois lançado como pacote de atualização, não tive duvida deixei o bichinho de lado e baixei o 2.
Fora estes pontos há uma serie de coisas bem legais na nova versão:
Ele conseguiu fazer funcionar as teclas de controle de brilho e áudio do notebook, coisa que eu tinha gasto horas para fazer funcionar no 7.10, e não só as teclas de brilho e áudio mais também as de multimídia funcionaram.
O controle de wireless parece mais estável também, com menos problemas de identificação com o Acess Point, na versão 7.10 vire e mexe eu estava tendo que redigitar a senhas. Uma pergunta pra quem souber, como posso limpar os perfis de rede wireless no Ubuntu?
Minha placa de som finalmente foi detectada sem problemas, dês da primeira instalação do Ubuntu mesmo no meu antigo Desktop eu sempre tive que adicionar algumas linhas no arquivo de configuração do alsa, felizmente dessa vez nada foi necessário.
Me decepcionei um pouco em não conseguir rodar o VMware player, precisava dele para pegar algumas coisas que estavam na máquina virtual do Ubuntu que usava no Windows, depois precisava dele pra levantar o Windows e testar o SDK de desenvolvimento para Symbian, acabei por instalar o VirtualBox que funcionou perfeitamente (com exceção do problema de USB que já acontecia no 7.10). Acredito que para instalar o VMware é só uma questão de compilar alguns drivers para o Kernel, mas não estava de tempo nem paciência para isso.
No fim das contas o sistema não é la grande mudança em relação ao 7.10, mas tem uma serie de refinamentos por baixo do capu de promoveu uma melhora principalmente em performasse como em todas as ultimas versões do Ubuntu, agora é ir atualizando (e bota atualizando nisso, todo dia pela manhã são na média de 150MB de atualizações) e esperar mais estabilidade e a versão final.
dica: Tive um problema com vídeo no Skype, a máquina travou completamente, a solução e desabilitar os recursos avançados de vídeo. Vá em Sistema -> Preferencia -> Aparência, na ultima aba “Efeitos Visuais” escolha nenhum e mande aplicar, depois que termina o vídeo e só voltar lá e habilitar os efeitos novamente.
VirtualHost não é host
Feb 20th
A muito estou trabalhando com desenvolvimento web, e sempre encontrei pelo caminho quem confundisse a configuração dos web servers, commumente chamada de VirtualHost com a configuração do host.
Para quem trabalha com redes ou servidores a definição de hosts, domínio, zonas e tantas outras coisas ligadas ao serviço de DNS são bem simples, mas nem todo desenvolver almeja entender ou querem entender como isso funciona, ao meu ver um erro, pois é muito importante entender pelo menos o básico de redes, para si tornar um bom programador.
Mas essa questão a parte, muitos confundem essa pequena diferença e acaba por não conseguirem configurar seus ambientes de testes corretamente. Para estes ai vai uma pequena explicação:
Como muitos já devem ter percebido ate aqui, VirtualHost não é o mesmo que host. Tente imaginar o seguinte o VirtualHost que você configurou dentro do seu web server é como um if ou um case, que testa por qual host o cliente chegou ao seu serviço. Ou seja ele esta lá analisado o cabeçalho das requisições http, e vê lá a informação de qual host o usuário digitou no browser para que ele conseguisse chegar ate seu servidor.
Já o host é como uma entrada em uma agenda de endereços que diz qual ip está associado a este nome. Existe duas formas de configurar um host, a primeira é através de um servidor de DNS, no caso do Linux commumente se utiliza o bind para tal tarefa, no caso do Windows existe uma implementação desse tipo de serviço em versões server, que por sinal utiliza muito do código do bind, para usuário domésticos ou mesmo programadores há uma serie de software comerciais que desempenham este papel.
Apesar da configuração do servidor de DNS ser a opção com mais características e com mais flexibilidade, se trata de uma configuração complexa, e muitas das vezes inviável ao programador, que quer apenas configurar um ambiente de teste. Em seu lugar podemos utilizar o apelido de ip, que é algo mais simples de ser configurado, com o empecilho de que só funciona na maquina onde for configurado.
Para esta configuração deve se editar o arquivo /etc/hosts no caso de ambientes Posix, como Mac os X, Linux, BSD’s, entre outros, e o arquivo C:/[windows|winnt]/System32/drivers/etc/hosts para máquinas Windows. Para ambos os casos a configuração é a mesma, adicione uma nova linha no arquivo e coloque primeiro o ip, depois o host, ficando assim:
... 127.0.0.1 apolo apolo.nasa.org 127.0.0.1 jupter ...
Observe quê se pode configurar mais de um apelido em uma mesma linha, basta apenas separar eles por um espaços. Algo muito importante que deve se deve entender é que essa configuração não é uma configuração de domínios, o fato de adicionar apolo.nasa.org não faz diferença algum para o domínio nasa.org, a não ser na minha própria maquina, o que estamos fazendo é apelidado o ip com o endereço inteiro: apolo.nasa.org para o ip 127.0.0.1.
Como isso funciona: quando um serviço ou um programa qualquer, como um browser, pede ao kernel do seu sistema para resolver o endereço chamado, o kernel antes de consultar o servidor de dns, verifica se para aquele endereço não existe uma entrada no arquivo hosts, uma vez encontrado um apelido ali, ele nem procura resolver o endereço no servidor, apenas responde com o ip.
Uma vez com o ip na mão o programa ou serviço, monta um cabeçalho http e envia-o ao ip na porta também especificada, o padrão é 80 para serviço de http. Dentre as informações que estão neste cabeçalho esta o nome do host que ser quer ter acesso, o web server recebe esse cabeçalho, e checa em seu “case” qual a configuração para este host.
Espero que isso possa ajudar aos programadores iniciantes que querem montar seus ambientes de teste para o desenvolvimento de aplicações web. Em um próximo post vou falar como é fácil configurar um VirtualHost no apache sobre Ubuntu, até lá!
Gedit com font Monaco e tema do emacs
Oct 29th
O novo Gedit está muito bom, já tinha comentado anteriormente, que umas das novidades do Ubuntu 7.10 era a nova versão do Gnome e o suporte a temas do Gedit.
Ontem li dois post sobre customização do desktop gnome, este e este, depois de ler estes posts, e executar o que os foi indicados pelos dois, fui trabalhar no gedit, e percebi que a fonte que utilizo, a font monaco, estava mais suavizada, então resolvi configurar a mesma para um tamanho menor. Antes eu utilizava a fonte com tamanho configurado em 10 pontos, porque em 9 pontos ficavam muito ruim, depois destas alterações a fonte ficou mais suavizada inclusive nos 9 pontos, o que ficou muito bom.
Entusiasmado com a melhor de aparência da font, resolvi ir atrás de um outro tema de cores para o Gedit, e encontre um bem melhor do que o tema dark que vem com o Ubuntu, o tema é o emacs dark, disponível no site no próprio site do gedit.
O tema é muito leve e pouco cansativo, o tema que estava utilizando anteriormente era o Dark, apesar de gostar de temas com o fundo preto, as cores das fonts não ficaram muito boas no Dark, já neste tema do emacs ficam muito bem balanceadas.
UPDATE: A monaco parece não ser tão monospace assim, com este tema as letras em bold ocupam mais espaço do que as letras não bold, para resolver isso edit o arquivo do tema e remova os bold=”true”, ou baixe este arquivo para quem estiver sem paciência. Obs: depois que importar o tema você deve mudar para outro tema e depois de volta para o tema do emacs para que isso tenha efeito.

